O primeiro aeroporto do mundo a funcionar totalmente com energia solar

31/08/17 às 17h17

A Índia ultrapassou diversos países desenvolvidos e mostrou consciência ecológica ao construir o primeiro aeroporto que opera completamente com energia fotovoltaica. Em 2015, o ano da data de sua inauguração, foi comemorada internacionalmente, tendo sido o Aeroporto Internacional Cochin, em Querala, na Índia, o primeiro do mundo a utilizar somente energia limpa para o seu pleno funcionamento.

A previsão da época é que essa mudança de consumo, pouparia em 25 anos, a emissão de cerca de 300 mil toneladas de carbono para a atmosfera. Isso equivale a plantar aproximadamente mais de 3 milhões de árvores, segundo matéria publicada pelo G1.

Outros aeroportos utilizam placas solares para gerar parcialmente a energia utilizada por toda a complexa rede que um aeroporto internacional necessita. No entanto, o indiano se sobressaiu sendo o pioneiro a operar de maneira absolutamente neutra, não dependendo de nenhuma outra fonte para suprir o consumo total.

O projeto indiano começou de maneira singela. Em 2013 havia apenas 400 painéis fotovoltaicos. Como a experiência foi aprovada, o plano seguiu adiante, com a ampliação da quantidade de painéis até atingir a necessidade que o aeroporto demandava.

Em 2015, haviam exatamente 46.150 painéis solares instalados em uma área de 180 metros quadrados. Hoje, com uma pequena ampliação do aeroporto, a quantidade de painéis aumentou para 50 mil.

A necessidade de adequação se faz evidente: Cochin é o sétimo aeroporto mais movimentado da Índia, onde mais de 1000 voos acontecem toda semana, de acordo com o Comitê Brasileiro da CIER (Comissão de Integração Energética Regional).

Na verdade, a energia produzida na época pelo aeroporto de Cochin produzia energia sobressalente, ou seja, além do que o aeroporto necessitava. Essa energia a mais era utilizada em momentos que o aeroporto precisava da energia da rede estatal, como por exemplo, os dias chuvosos e durante à noite

Segundo a BRACIER, a instalação de todos os painéis custou aos cofres indianos aproximadamente US$ 9,5 milhões de dólares, e seis meses para a obra ser concluída.

O custo que parece alto no princípio, será recuperado até 2021. O que de longe compensa porque além do aeroporto ser reconhecido internacionalmente pelo selo sustentável, também pode investir em outros setores, o que gastaria com a energia elétrica.

Outro aeroporto que seguiu os passos indianos, foi o George Airport, na região leste da África do Sul. Ele se tornou o segundo aeroporto a ser abastecido inteiramente pela energia solar.

A estratégia dessa adequação faz parte do plano do governo sul-africano, que tem interesse em ser um país de bandeira sustentável, e vem realizando investimentos de economia verde em vários setores públicos do país.

Foram investidos no aeroporto George cerca de R$ 4 milhões de reais, com a instalação de 3.000 painéis em uma área de 200 metros quadrados. A capacidade de geração de energia dessa estrutura é de 750 kWh de energia elétrica por dia e 250.000 kWh mensalmente.

Embora o primeiro pensamento seja sempre o quanto de dinheiro está sendo poupado com esse tipo de investimento - ao invés da consciência ecológica de fato - os ambientalistas comemoram esse tipo de avanço: não importa a intenção dos que utilizam a energia limpa, o importante é utilizá-la.

O que impressiona é que a Índia e a África do Sul que são considerados países emergentes tenham sido os primeiros a dar esse passo a frente. Enquanto isso, a Europa, os Estados Unidos, e as grandes potências mundiais ficam caladas e não se manifestam em direção a esse avanço.

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Ana Luiza Andrade
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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