Novos estudos revelam mais verdades sobre a origem do Santo Sudário

02/01/19 às 14h34

Atualmente localizado e protegido na Catedral de Turim, na Itália, o Santo Sudário, um pedaço de linho com 4,5 metros de comprimento e 1,1 de largura, ainda é motivo para muita polêmica. E isso já dura muitos séculos. O tecido supostamente foi utilizado para cobrir o corpo de Jesus após sua crucificação. No entanto, algumas pessoas dizem que tal história seria pura invenção.

Muitas investigações científicas já foram realizadas na peça nas últimas décadas. Recentemente, o pedaço de tecido teria passado por uma nova investigação publicadas em um artigo publicado no Journal of Forensic Sciences. De acordo com os estudos, os padrões das marcas de sangue presentes na peça não corresponderiam às reais condições de ferimentos em nosso corpo.

A pesquisa

Pesquisadores da Liverpool John Moores University, do Reino Unido, e da Universidade de Pavia, na Itália, conduziram o estudo. Tal afirmação levanta mais uma vez a tese de que o Santo Sudário na verdade seria fruto de uma falsificação que aconteceu ainda durante a Idade Média.

Para o estudo foram utilizados manequins e voluntários humanos. Além de sangue verdadeiro. Assim, os cientistas buscaram compreender como o sangue impregnaria no tecido. É importante ressaltar que nenhuma das pessoas envolvidas no estudo foi ferida para o experimento.

A conclusão dos pesquisadores é de que alguém que foi ferido como Jesus durante um processo tão cruel e violento como a crucificação, teria marcas de sangue diferentes das presentes no Santo Sudário. De acordo com as análises, os padrões do sangue presentes no tecido teriam sido coletados de um modelo humano que provavelmente estaria de pé, o que acaba reforçando a hipótese de fraude.

E esta não é a primeira vez que a autenticidade da peça é colocada à prova. Nos anos 1980, exames de carbono-14 mostraram que a peça era muito mais nova do que supunham os cientistas. O tecido provavelmente teria sido produzido entre 1260 e 1930. No entanto, outros cientistas teriam colocado a pesquisa em um estado de dúvida, por falta de evidências mais apuradas para concluir que a peça era uma fraude.

A Igreja Católica, sabendo da sensibilidade do temam nunca confirmou a veracidade do Santo Sudário. Entretanto, independentemente disso, a peça sempre que exposta atrai multidões do mundo todo para olhar de perto a relíquia. Só para se ter uma ideia, em 2010, cerca de 50 mil fiéis foram até à Catedral de Turim para reverenciá-la.

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Via   Galileu  
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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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