Isso é o que acontece quando a Coreia do Sul e os EUA se juntam para treinamento militar

26/04/17 às 16h52

A tensão que toma do conta do mundo neste momento por conta das ameaças de conflitos em diversos pontos do planeta tem deixando muita gente nervoso. A Coreia do Norte já declarou que está pronta para lidar uma guerra e se consolidou como uma ameaça real ao mundo.

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Para tentar se preparar para um possível ataque do país liderado pelo ditador Kim Jong-un, forças dos Estados Unidos e da Coreia do Sul começaram a realizar testes militares em conjunto. O principal teste aconteceu na última quarta-feira (26), um dia depois da realização de um grade treinamento realizado na Coreia do Norte.

Treinamento

Apesar de soar como uma resposta para os militares norte-coreanos, os testes fazem parte de exercícios conjuntos que as duas nações fazem anualmente na região. Naturalmente, no entanto, eles ganham um sentido diferenciado agora, por conta do momento de tensão que assola a região e porque não havia sido realizado em 2016.

A ideia do exercício era simular uma resposta rápida e urgente a um possível ataque realizado por forças da Coreia do Norte nos postos de guarda da Coreia do Sul. Estiveram envolvidos no teste 30 helicópteros, 90 tanques e outros veículos blindados, 30 caças e cerca de 2 mil soldados e oficiais do exército.

Além disso, o Exército dos Estados Unidos implantou vários dispositivos de lança-foguetes M270 na região. As unidades são motorizadas e blindadas, capazes de disparar diversos mísseis simultaneamente durante um conflito.

Coreia do Norte

De acordo com informações do governo dos Estados Unidos, o exército da Coreia do Norte conta com ao menos mil mísseis capazes de atingir alvos nas proximidades, como Coreia do Sul e Japão. Por conta disso, as duas nações receberam alertas perante a situação. Não só os dois países asiáticos foram alertados, mas unidades do exército russo também estão de prontidão. Militares chineses realizaram exercícios militares perto da fronteira norte-coreana, mas o governo negou que esteja em alerta máximo.

Considerando os armamentos mais poderosos da Coreia do Norte que conhecemos até agora, os alvos mais ameaçados num conflito seriam os que estão próximos do país, mas isso não quer dizer que os distantes estariam livres. Mísseis como o Teapodong podem viajar até 10 mil km, alcançando praticamente toda a Europa e grande parte dos Estados Unidos, livrando regiões da costa leste e do sudeste do país. Tirando a América Latina e a maior parte da África, todo o país poderia ser atingido pelos armamentos em posse do governo de Kim Jong-un.

Apesar do poder alcançar a maior parte do mundo, os alvos mais prováveis para a Coreia do Norte, a princípio, seriam seus principais adversários político. Nessa lista, podemos incluir Coreia do Sul, Japão, China e Estados Unidos. Naturalmente, com o avanço de um conflito de proporções maiores e a entrada de novas peças, qualquer participante se tornaria um alvo em potencial.

Além disso, a Coreia do Norte possui uma liderança imprevisível e nos últimos anos, com seus testes de mísseis e armas frequentes, mostrou uma clara intenção de se tornar uma das maiores potências militares do mundo.

Por mais que os governos defendam que estão apenas fazendo exercícios e treinamentos de rotina, está claro que a tensão entre autoridades é grande e podemos estar a beira de um grande conflito de proporções mundiais.

PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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