Estudo revela quanto tempo uma religião pode prolongar sua vida

11/07/18 às 17h38

Um estudo recente descobriu que pessoas que possuem crenças religiosas vivem até quatro anos mais do que aqueles que não possuem. No estudo foram analisados mais de mil obituários. Fatores como gênero e estado civil também foram considerados.

O estudo foi publicado na revista Social Psychological and Personality Science. Um aumento de cerca de 6,4 anos foi previsto em um outro estudo publicado em um jornal do estado norte-americano do Iowa. Porém, o numero de obituários analisados eram menores.

Muitos são os fatores que podem afetar a qualidade e a expectativa de vida de uma população. Dentre eles o estado civil e o sexo (gênero) que assumem fortes efeitos sobre os resultados. Um novo olhar proposto pelos pesquisadores, por sua vez, seria de que a religião também pode influenciar nossa qualidade de vida. E claro, no quanto vamos viver.

As evidências

"O estudo fornece evidências persuasivas de que existe uma relação entre a participação religiosa e o tempo de vida de uma pessoa", disse o co-autor da pesquisa e professor associado de Psicologia no estado de Ohio, Baldwin Way.

Ao concluir o estudo, os pesquisadores perceberam que o aumento da longevidade era devido ao fato de que as pessoas afiliadas religiosamente também estariam engajadas em organizações sociais. Também notaram que os efeitos sobre a longevidade eram afetados pela personalidade e religiosidade média das cidades onde essas pessoas vivem.

"A afiliação religiosa teve um efeito quase tão forte na longevidade quanto o gênero, o que é uma questão de anos de vida", disse a principal autora do estudo e aluna de doutorado em Psicologia na Universidade do Estado de Ohio, Laura Wallace.

Outros estudos já haviam constatado que pessoas envolvidas em causas sociais poderiam viver mais do que as outras. Assim, os pesquisadores combinaram os dados de ambos os estudos. O intuito era verificar se as ações sociais que grupos religiosos promovem poderiam explicar o aumento da longevidade.

"Descobrimos que o voluntariado e o envolvimento em organizações sociais representam apenas um pouco menos de um ano do aumento da longevidade que a afiliação religiosa proporcionou. Ainda há muito benefício da afiliação religiosa que isso não pode explicar", disse Wallace.

Mas como as religiões poderiam contribuir de fato? Segundo Way, as religiões poderiam influenciar através na restrição de práticas menos saudáveis, como o uso de álcool e drogas ou de envolvimentos sexuais com múltiplos parceiros. Além de estimularem hábitos como a meditação e oração, que diminuem o estresse e podem melhorar a saúde.

Os autores do estudo revelam que há certas limitações no estudo. Pois não há como, por exemplo, controlar fatores vinculados à longevidade, como comportamentos de raça e saúde. Mas, enfatizaram a força potencial de que uma filiação religiosa possui. Além de também seus possíveis efeitos positivos na saúde das pessoas.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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