Esses robozinhos inspirados na natureza são um passo gigante para o futuro da tecnologia

13/09/17 às 16h33

Não é que a inteligência artificial é uma realidade no mundo, e máquinas que são inspiradas na natureza estão cada vez mais comuns dentro dos laboratórios. Alguns pesquisadores independentes, como a Boston Dynamics do Google e a fabricante alemã de automação industrial Festo, procuram respostas na natureza para fazer com que a robótica se torne ainda mais útil para as pessoas.

A Festo por exemplo, já tem no catálogo mais de 3 mil patentes de todos os tipos, desde 2006 tem um setor de inovação especializado em desenvolvimento de robôs inspirado em animais, os chamados Bionic Learning Network. Já foram criados peixes, libélulas, águas-vivas, pássaros e até borboletas, tudo criado na junção do trabalho de biólogos e engenheiros.

Os engenheiros tem a função de trazer um problema da indústria para que os pesquisadores possam estudar a partir da análise da vida selvagem, já os biólogos observam os fenômenos na natureza e os levam para que os engenheiros tentem aplicar de alguma forma.

A tecnologia de automação, segundo o site da Festo, executa tarefas cotidianas, como agarrar, se mover ou posicionar objetos. A natureza executa todas essas tarefas de forma instintiva, fácil e eficiente, então não seria possível examinar esses fenômenos naturais, aprender e colocar isso em prática?

Os resultados são enviados para cinco centros de pesquisa, inclusive para um que está localizado no Brasil. Um de seus produtos lançados há pouco tempo foi um robô chamado Airjelly, que é inspirado no movimento das águas-vivas. Esse robô tem um sistema mecânico controlado remotamente e mantido no ar através de um balão com gás hélio.

Esse robô tem a capacidade de voar para frente e para trás e simula exatamente os movimentos das águas-vivas. Bom, outro exemplo que podemos citar é o Smart Bird, que imita os movimentos de gaivotas. O robô foi fabricado em fibra de carbono e é capaz de decolar, voar e aterrissar sem o auxílio de dispositivos de elevação. Confiram no vídeo abaixo:

A partir da anatomia das formigas, os especialistas criaram algoritmos que trazem o comportamento cooperativo da formiga para a tecnologia, como o ato de se comunicarem entre si para saber qual é o caminho mais fácil para realizar uma tarefa ou chamar outra formiga para fazer em equipe a tarefa a ser cumprida. O vídeo abaixo mostra qual a intenção da Festo com a criação desses robôs.

E aí, acham que essa tecnologia poderá ser muito útil para nós no futuro? Comentem!

Mateus Graff
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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