Essas árvores recarregam celulares e já são uma realidade

03/07/17 às 17h54

A preocupação com sustentabilidade e tudo o que envolve o tema não é algo novo, mas continua provocando inovações que ajudam a produzir soluções criativas para os problemas que o planeta encontra.

Recentemente, nós mostramos aqui que a China provou sua liderança no ramo com a construção da maior usina solar flutuante do mundo. A usina pode abastecer uma cidade com até 15 mil residências, com capacidade de 40MW, e está instalada na província de Anhui, em um lago onde havia uma mina de carvão desativado.

Para conhecer mais sobre o projeto, você pode ler nossa matéria completa sobre a inovação.

Agora é a vez do Brasil mostrar sua contribuição para o tema. A partir de uma parceria entre as empresas Sunew, pioneira em filmes fotovoltaicos orgânicos, e a Metalco do Brasil, fabricante de mobiliários urbanos de alto impacto, foi possível criar uma nova árvore que promete apresentar uma nova solução em energia limpa: a OPTree.

Filmes orgânicos

A criação é uma espécie de árvore que tem suas "folhas" cobertas de filmes fotovoltaicos orgânicos, também conhecidos como OPV (Organic Photovoltaics). Os novos filmes representam a terceira geração de placas solares disponíveis no mercado.

Até agora, é comum encontrar placas rígidas de silício amorfo, que formam a primeira geração. Na segunda, os filmes finos foram inseridos, mas ainda com o silício amorfo, material tóxico, em sua composição.

Já os OPVs são inovadores por conter uma combinação de tintas orgânicas abundantes na natureza que compõem cinco camadas diferentes: substrato condutor flexível; camada de transporte de elétrons; camada ativa; eletrodo metálico e laminação.

Segundo Marcel Haratz, diretor da Comerc Solar, "a tecnologia é especialmente interessante em projetos que buscam aliar a funcionalidade à questão estética, deixando a geração de energia bem integrada em diversos ambientes".

Árvore tecnológica

Com a utilização dos filmes orgânicos, a OPTree foi desenvolvida para ser instalada em ambientes públicos como praças, parques, calçadões, jardins, etc. A energia é gerada diretamente nos painéis de forma limpa e sustentável e tem capacidade de alimentar lâmpadas, carregadores de celular ou roteadores de internet, por exemplo.

Conforme explica Fábio Massochini, diretor da Metalco, "o desenvolvimento desse projeto para Metalco foi de grande valia, visto que a tecnologia OPV foi a única que conseguiu estar alinhada ao design dos nossos produtos".

Rock in Rio

Para demonstrar a inovação para um público maior, a Sunew firmou uma parceria com a organização do Rock in Rio 2017. O evento acontece no mês de setembro, no Rio de Janeiro, e vai ter cinco árvores equipadas com as placas solares. A ideia é permitir que o público recarregue celulares e outros dispositivos eletrônicos com energia 100% limpa.

"A utilização das árvores no Rock in Rio demonstra as inúmeras aplicações do OPV, que é um material extremamente versátil e de bom custo-benefício", comentou Marcos Maciel, CEO da Sunew.

As cinco árvores disponíveis no festival de música terão, juntas, potencial para gerar 1,38 kWh/dia de energia, o suficiente para a iluminação do mobiliário e para carregar 10 telefones celulares durante 12 horas.

Amazonia Live

A inclusão das árvores no espaço do Rock in Rio faz parte da iniciativa Amazonia Live, um projeto socioambiental do festival que tem a intenção de reverter os impactos do desmatamento a partir do plantio de árvores e outras atividades.

A organização do festival assumiu o compromisso de plantar 1 milhão de árvores em áreas desmatadas na Amazônia, na região das nascentes do Xingu. O projeto funciona com base em uma campanha de doações, mas mesmo antes de inciar a campanha, o festival já se aproximava da marca de 3 milhões de árvores arrecadadas.

"Estas árvores foram pensadas para serem instaladas em áreas públicas e, no Rock in Rio, com a energia gerada por elas, reforçamos para o público que é possível, sim, contribuir para o meio ambiente de forma prática e muito simples. Queremos que o mote do Amazonia Live esteja vivo na Cidade do Rock e as OPTrees traduzem exatamente o olhar que estamos dando à natureza", afirma Roberta Coelho, diretora de projetos especiais do Rock in Rio.

O que achou da iniciativa de energia limpa? Vai ao Rock in Rio? Não perca a chance de experimentar a tecnologia sustentável!

PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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