Essa modelo foi sequestrada e quase foi leiloada na DeepWeb

08/08/17 às 15h58

A internet é um palco de oportunidades para quem busca se aventurar em praticamente qualquer área de atuação. Porém, com tanta informação e tanta gente reunida, é natural que a desconfiança e o perigo estejam sempre ao redor de qualquer relação e negociação. Foi isso que parece ter acontecido com uma modelo britânica nos últimos dias.

Chloe Ayling, de 20 anos, teria sido vítima de um sequestro em Milão, na Itália, onde participaria de uma sessão de fotos. A negociação do trabalho teria acontecido na internet e ela viajou até o local para o trabalho. Porém, ao chegar ali teria sido surpreendida de uma forma extremamente negativa.

De acordo com os relatos de Chloe para a polícia local, ela foi abordada e atacada por duas pessoas. Nesse momento, alguém segurou sua boca e sua cabeça, enquanto um segundo homem aplicou uma droga em seu braço. Supostamente, a droga seria ketamina, utilizada como anestésico em cavalos.

"Acho que perdi a consciência", comentou a modelo ao relatar a história. Para completar, ela acrescentou que percebeu estar dentro de um carro quando acordou com os braços e pernas amarrados.

O episódio teria acontecido no último dia 11 de julho, de acordo com as informações do jornal The Guardian. Logo depois do sequestro, a mulher teria sido levada a uma vila isolada próxima a cidade de Turin, onde Chloe foi mantida por seis dias, até que foi entregue pelos próprios criminosos no consulado britânico de Milão.

Segundo a mulher, ela teria sido liberada depois que os sequestradores descobriram que ela era mãe de um garoto de apenas dois anos de idade. As regras do grupo criminoso não permitiram o sequestro de mães. Os responsáveis pelo crime foram identificados como integrantes do grupo Black Death. O grupo atuaria na Deep Web e faria negociações por meio de Bitcoins, moedas digitais que não dependem de bancos.

Um anúncio na internet anunciava a venda da modelo por um preço inicial de US$300 mil (cerca R$939 mil) num leilão virtual que aconteceria em 16 de julho. O anúncio informava dados da modelo, como local de nascimento, local de sequestro, local de cativeiro, idade e tamanho dos seios. De acordo com a imprensa italiana, a mulher seria vendida fora da Europa.

"Ele me informou que já tinha ganhado mais de €15 milhões (cerca de R$55 milhões) nos últimos cinco anos, principalmente enviando garotas para países árabes", revelou a mulher em depoimento. O anúncio da britânica revelava que as mulheres sequestradas poderiam ser transportadas pelo mundo todo, mediante pagamento, mas União Europeia a entrega seria feita sem custos.

Apesar da devolução da modelo, ela deveria seguir um pacto de silêncio e fazer uma transferência equivalente a US$50 mil (cerca de R$156 mil) em Bitcoins no prazo de um mês, ou seria "eliminada." Mesmo com a exigência criminosa, a mulher procurou as autoridades para pedir proteção e investigação do caso.

O advogado de Chloe, Francesco Pesce, concordou que o caso parece extremamente bizarro. Ele revelou, inclusive, que inicialmente os investigadores encontraram várias dúvidas sobre a história da modelo, mas agora acreditam que o caso possa ser real.

"Eu ouvi pessoas duvidando dela e insinuando que ela poderia estar envolvida no caso, pois teria sido muito fácil escapar e eu realmente não acredito que as pessoas podem pensar isso de Chloe Ayling", comentou em entrevista à BBC, considerando o pensamento maldoso.

A polícia europeia, Europol, declarou que possui uma menção sobre um grupo chamado Black Death em seu banco de dados, mas isso não significa que ela realmente seja real.

Lukasz Pawel Herba, de 30 anos, foi preso acusado de entregar Chloe no consulado britânico e suspeito de sequestro e extorsão. O homem nasceu na Polônia e é um dos acusados de sequestrar a mulher. Agora, as autoridades da Polônia, Itália e Reino Unido buscam três ou quatro homens que seriam cúmplices do mesmo crime.

Não dá pra negar que o caso é realmente estranho, não é mesmo? Não deixe de registrar sua opinião e compartilhar a estranha história com os seus contatos.

PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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