Essa é uma das maiores construções criadas por Hitler

23/03/17 às 17h38

Com certeza Adolf Hitler é uma das personalidades que ajudaram a definir o mundo em que vivemos hoje em dia. Graças a suas crenças e seu modo de liderar uma nação, nosso mundo se tornou um verdadeiro palco de um dos maiores conflitos militares da história, com reflexos que percebemos ainda hoje na sociedade.

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Apesar das marcas terríveis que deixou na sociedade, Hitler também foi responsável por feitos que ainda impressionam hoje em dia, não só de maneira negativa. Este é o caso de uma das mais importantes fortificações militares da Segunda Guerra Mundial, localizada no vilarejo de Haringzelle, na França.

Em setembro de 1940, como parte do plano de invadir a Inglaterra, a Bataria Siegfried entrou em funcionamento (historicamente, o termo bataria era utilizado para se referir a um grupo de bocas de fogo dedicadas a funções de artilharia).

A bataria era formada de quatro bunkers que guardavam armas de 380mm com um alcance de até 55 km, perfeito para manter a costa livre de inimigos. Mais tarde, em homenagem ao ministro alemão Fritz Todt, a bataria foi renomeada como Bataria Todt, como é conhecida até hoje. O ministro foi um dos responsáveis por liderar a construção das estruturas, que foram finalizadas em janeiro de 1942.

Preservadas mesmo após o fim da guerra, a estrutura pode ser visitada ainda hoje, no Museu da Muralha do Atlântico. O nome é dado em referência à linha de defesa das tropas alemãs que iam desde a fronteira franco-espanhola até à Noruega.

A bataria era formata por quatro grandes construções de concreto que receberam os nomes Turms, de I a IV. Cada um dos bunkers guardava uma arma Siegfried de 380mm que pesava 111 toneladas, tinha 18 metros de extensão e podia atirar um projétil de 800kg a cada 30 segundos. Durante três anos de funcionamento, cada uma das armas do complexo foi responsável por realizar 200 disparos.

Por tempos, exércitos aliados tentaram causar danos à instalação, mas bombardeios aéreos se mostravam ineficientes na missão. Mesmo depois de duas operações que jogaram milhares de bombas ali. Finalmente, o exército alemão desistiu de resistir e a bataria foi tomada, em setembro de 1944, como parte da Operação Undergo, que contou com invasores dos exércitos do Canadá e do Reino Unido. Além dos bombardeios aéreos, a operação contou com a presença de tanques canadenses, que atiraram dentro dos bunkers.

Atualmente, quem visita o local pode visitar um dos bunkers e conferir como ele funcionava na década de 40, em plena Segunda Guerra Mundial. Do lado de fora da construção, é possível conferir várias armas, incluindo uma gigante Krup K5 de 280mm, utilizada pelo exército nazista durante a guerra.

Com exceção do Turm I, onde é localizado o museu, as outras estruturas foram deixadas de lado.

O Turm II é encontrado em meio a plantas da vegetação logam e mostra sinais de destruição. Quem investiga a área com atenção ainda pode se deparar com bunkers menores, escondidos em meio ao ambiente natural.

O mesmo abandono pode ser percebido nos outros dois bunkers que fazem parte do complexo. Por dentro, só há concreto, plantas, algumas pichações e grafites feitos por aventureiros que visitam a região ou restos de urina e dejetos que os visitantes deixam.

PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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