Encontrado o jogo de tabuleiro mais antigo do mundo

02/01/19 às 17h07

Banco imobiliário e War são jogos de tabuleiro mundialmente conhecidos. São opções para se divertir sem sair de casa. A maioria dos jovens e adultos do mundo inteiro já jogaram pelo menos uma partida na vida. Seja na escola, ou com amigos. Esses dois exemplos são bem atuais, há registros de jogos bem mais antigos. "58 buracos" (Hounds and Jackals, originalmente) é um deles. O jogo era desfrutado desde os faraós do antigo Egito até nômades no Oriente Médio.

Agora, uma nova descoberta coloca este jogo ainda mais em foco. O pesquisador Walter Crist, associado do Museu Americano de História Natural em Nova York, acredita ter encontrado um dos mais antigos exemplos conhecidos do jogo escondido nas paredes de uma caverna no sudoeste do Azerbaijão. Ele apresentou suas descobertas no encontro anual das Escolas Americanas de Pesquisa Oriental.

Cavernas do Parque Nacional Gobustan

O interesse do pesquisador surgiu depois de ver marcas reveladoras em uma caverna em uma fotografia de revista. Ele viajou para o Azerbaijão para ver pessoalmente.  Lá, encontrou a caverna enterrada sob um conjunto habitacional. Investigou os locais próximos até chegar ao Parque Nacional Gobustan, um Patrimônio Mundial da UNESCO. Com base em desenhos de rochas, arqueólogos dataram o local para 2.000 a. C, o que poderia tornar o exemplar encontrado por Crist, um dos mais antigos do mundo. Neste momento, a região era habitada por pastores nômades.

Restos do jogo já foram encontrados espalhados pelo Egito e pelo Oriente Próximo, e somam cerca de 70 peças. Ainda não se sabe como o jogo funciona, mas existem algumas suposições. Há quem diga que era uma forma arcaica de gamão ou cribbage, com oponentes usando contadores feitos à mão feitos de paus ou pedras para competir uns com os outros ao redor do tabuleiro. Walter Crist também tem algumas ideias de como seria o jogo, "São duas filas no meio e buracos que se arqueiam ao redor do lado de fora, e são sempre os quinto, décimo, décimo quinto e vigésimo buracos marcados de alguma forma". Crist continua a explicação: "e o buraco no topo é um pouco maior que os outros, e normalmente é o que as pessoas pensam como objetivo ou ponto final do jogo".

Outra suspeita é a de que o jogo era usado em adivinhação ou direitos funerários, com movimentos determinados por um dado ou bastão,  interpretado como um sinal da vontade divina. Apesar da existência desta teoria, nunca foram encontrados dados ou bastões ao lado de um destes jogos.

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Via   Ifl Science  
A redação
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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