Conheça os peixes fantasmas descobertos recentemente

13/09/18 às 19h53

O fundo do mar ainda é pouco explorado por conta da dificuldade de acesso ao local. Estudos e pesquisas têm descoberto uma variedade de peixes que são desconhecidos para os humanos. No entanto, diversas explorações estão ocorrendo na área, com o intuito de conhecer mais sobre as profundezas do mar.

Uma das últimas viagens realizadas com esse intuito ocorreu no Atacama, em um dos pontos mais profundos do Oceano Pacífico. Os pesquisadores tiveram de usar uma sonda, que funcionava também como isca para atrair os peixes. Além disso, o equipamento também era composto por monitores e câmeras.

Espécies descobertas

A sonda viajou por 8 quilômetros, até atingir o fundo do Oceano, e foram cerca de 4 horas até que o trajeto se completasse. A isca atraiu alguns animais, mais especificamente, três espécies desconhecidas até então. Além disso, todos tinham um aspecto um tanto quanto fantasmagórico. Isso porque a estrutura de seus corpos é esbranquiçada e transparente, um tanto parecida com o Gasparzinho. Além disso, eles também não possuem escamas.

Os peixes ainda são pouco conhecidos e por isso ainda não têm um nome oficial. Os nomes temporários escolhidos são: caracol rosa, azul e roxo do Atacama. Todas essas espécies fazem parte da família Liparidae, de acordo com os estudiosos.

Vida no fundo do mar

Os cientistas notaram que os peixes são ativos e parecem muito bem alimentados. Eles acreditam que as espécies descobertas são as principais predadoras daquele habitat. Outro ponto importante é a estrutura corporal desses animais, que é extremamente adaptada às profundezas do oceano.

Os pesquisadores acreditam que caso fossem expostos à superfície, eles poderiam até derreter. No entanto, eles realizaram um teste e conseguiram trazer um exemplar da espécie para ser estudado. Os estudiosos do Museu de História Natural de Londres disseram que o animal está em boas condições e segue sendo estudado.

Os peixes fantasmas são muito diferentes do que se esperava de um animal que vive nas profundezas do oceano. A imagem que se tinha era de um animal muito mais "agressivo" visualmente, mais semelhante com alguns outros que já foram encontrados em águas profundas.

Esse estigma não foi criado a toa. Quanto mais profundo, mais geladas e escuras são as águas e os cientistas imaginavam que para suportar tais condições seria necessário uma estrutura corporal mais forte e bem diferente, daquelas que são encontradas mais próximas da superfície.

Leticia Rocha
Estudante de Jornalismo, apaixonada por pequi, vendedora de pão de mel e de tudo que colocar na minha mão!
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