Conheça as mulheres que se uniram contra os caçadores de rinocerontes na África

07/01/19 às 16h26

Na África, a caça furtiva, mais conhecida como caça ilegal, é um problema sério na África. A prática tem afetado algumas espécies em específico, como é o caso do rinoceronte, animal que na cultura asiática tem um chifre muito cobiçado. A crença popular acredita que os chifres podem curar tudo.

A caça ao animal acontece de forma tão ostensiva que o rinoceronte-negro inclusive, já é considerado extinto. No entanto, ainda há outros rinocerontes de outras espécies que continuam a ser caçados de forma impiedosa. É por isso que uma atitude séria foi tomada quanto a proteção desses animais.

Black Mamba

Um grupo de 26 mulheres, com idade entre 19 e 33 anos, formam uma força tarefa para proteger os rinocerontes do Grande Parque Nacional Kruger. As mulheres passam 21 dias direto em vigília no parque, tendo apenas 10 dias de folga. A unidade anti-caça desarma armadilhas, enfrenta os caçadores e treina muito para estarem sempre prontas, caso o inimigo se aproxime.

O grupo ficou ainda mais alerta, depois que dois rinocerontes foram encontrados mortos, em uma região onde os animais raramente iam. Um macho e uma fêmea grávida foram abatidos e seus chifres foram roubados. Geralmente, esses chifres são vendidos no mercado negro.

Luta para preservação da espécie

O trabalho das Mambas é tão importante que elas receberam o maior prêmio que poderiam ganhar. O Prêmio de Campeões da Terra foi concedido pela Organização das Nações Unidas. No entanto, as mulheres reclamaram que, apesar da premiação e reconhecimento de seu trabalho, elas não receberam nenhuma ajuda real.

Elas que são carentes de treinamento e de recursos financeiros e humanos, não receberam nenhum auxílio do tipo. E não pense que o trabalho delas é o melhor que existe. Além da longa jornada, elas recebem pouco até mesmo quando comparado a baixa renda da África do Sul. São cerca de 220-255 dólares mensais, quando convertido, esse valor é inferior inclusive ao salário mínimo brasileiro.

Apesar das condições de trabalho e do baixo salário, as Black Mambas continuam trabalhando por amor à profissão e aos animais que defendem.

E você, teria coragem de trabalhar defendendo rinocerontes? Nos conte aqui nos comentários e aproveita para compartilhar com os amigos que sempre partem em defesa dos animais.

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Leticia Rocha
Estudante de Jornalismo, apaixonada por pequi, vendedora de pão de mel e de tudo que colocar na minha mão!
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