Como é a vida de quem nasce com dois rostos?

05/09/17 às 15h51

Ao longo da história da humanidade, muita gente com condições de saúde bem singulares impressionaram o mundo com seus casos. Alguns deles são tão diferentes, que nem parecem reais, mas podemos garantir que são.

Em nosso site, já fizemos listas mostrando variedades de pessoas que se encaixam nessa descrição, como dez homens, dez mulheres e dez adolescentes que você não vai acreditar que são reais. Agora, vamos falar especificamente do caso de um homem.

O nome "O Homem de Duas Faces" foi dado para vários indivíduos ao longo da história, principalmente dentro dos circos. Apesar de poucos realmente apresentarem a condição, Robert Melvin chegou bem perto disso.

Nascido em Missouri (Estados Unidos) em 9 de maio de 1920, rapidamente ficou claro que Robert era diferente das crianças normais. Ele foi examinado por uma série de médicos durante a infância, mas sua condição continuou sem diagnóstico por anos. Foi só muito mais tarde em sua vida, que Robert descobriu que sofria com neurofibromatose, uma condição que promove o crescimento espontâneo de tumores.

As neurofibromatoses, ou NF, como são chamadas, podem ter sintomas variados. Alguns pacientes sofrem com grandes deformações, enquanto outros apresentam o desenvolvimento de pequenos nódulos, ou nós, espalhados pelo corpo ou apenas manchas pela pele.

Por um bom tempo, as pessoas ficaram tão impressionadas com a aparência incomum de Robert, que acreditavam que ele forjava a sua condição. A crença era comum entre visitantes dos circos, historiadores que analisaram sua história e até mesmo médicos que conheceram o caso na época ou anos depois.

Os tumores que atingiam Robert distorceram completamente os traços do lado direito de seu rosto, gerando o que as pessoas chamavam de uma segunda face. As deformações eram tantas, que ele foi impedido de ir à escola durante a infância, mas ainda assim ele recebeu um educação completa dentro de casa e se tornou conhecido, respeitado e amado na cidade onde vivia, principalmente por conta de sua personalidade extrovertida.

Robert nunca considerou a sua aparência uma deficiência. Na verdade, desde que ele começou a participar do mundo dos circos, em 1949, ele considerava sua diferença uma verdadeira vantagem.

Atuando nas funções de contador e atração do circo, Robert ainda trabalhava em lojas quando era momento de baixa temporada. Além disso, ele chegou a investir na carreira de cinema, aparecendo como morador de um asilo (em Sisters, de 1973), demônio surreal (em The Sentinel, de 1977) e como ele mesmo em dois documentários (Being Different, de 1981, e I Am Not a Freak, de 1987).

Em 1952, Robert retornou para sua cidade natal e se casou com sua namorada Virginia, uma garota que ele conhecia desde sua adolescência. Mesmo que as pessoas duvidassem do relacionamento, eles se mantiveram casados por mais de 40 anos, tiveram uma filha e dois netos.

Roberto era conhecido pelos amigos e familiares - incluindo os colegas de circo, que ele considerava uma segunda família - uma pessoa amigável, gentil, charmosa e inteligente. Quando ele morreu, em 19 de novembro de 1955, seu funeral foi tomado de emoção e homenagens por tudo que executou em vida.

Edward Mordake

Além de Robert, Edward Mordake também ficou famoso como homem de duas faces, mas sua verdadeira origem se perdeu na história. O caso de Edward teria ocorrido nos primeiros anos da medicina moderna e só é referenciado em alguns contos. Por conta disso, não existem datas reais de nascimento ou morte, além de evidências que comprovam a existência de Mordake para pesquisadores.

A história do personagem sempre começa da mesma maneira. Edward Mordake teria nascido em uma das famílias mais nobres da Inglaterra, onde era considerado um homem brilhante e charmoso por conta de sua graça, educação e talentos na música. Além disso, era considerado especialmente atraente, com exceção da face deformada e demoníaca que trazia na parte de trás da cabeça.

Acredita-se que a história seja falsa e fantasiosa, já que vários relatos do personagem não fazem sentido médico, mas a propagação da lenda fez com que muita gente acreditasse que ela fosse real. Uma famosa foto utilizada junto com os relatos também é falsa.

Conte para a gente o que achou dos casos utilizando os comentários e não deixe de compartilhar a história!

PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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