Chamada 'Pílula do Exercício' essa é a nova promessa da ciência

11/08/17 às 11h13

Quem odeia ou não pode se exercitar pode finalmente ter uma alternativa para colher os benefícios da vida fitness sem passar horas dentro de uma academia. A promessa da "pílula do exercício" é real e pode soar como música para os ouvidos de quem ama curtir a preguiça ou não consegue encontrar tempo para se dedicar às atividades físicas.

As esperanças para uma pílula assim surgiram nos últimos dias, quando cientistas encontraram uma droga experimental que permitiu que ratos corressem numa esteira por mais de 270 minutos antes de sentir efeitos de exaustão. Ratos que não estavam sob os efeitos da droga, por outro lado, só conseguiram se exercitar por 160 minutos.

A melhora de performance ainda foi acompanhada por outros benefícios de saúde, segundo os cientistas, o que levou perda de peso e melhor controle de níveis de açúcar no sangue dos ratos, o que sugere que a pílula também pode ser útil para pacientes com diabetes.

Uma equipe de cientistas liderada por Ronald Evans do Instituto Salk, em San Diego (Estados Unidos), fez a descoberta depois que investigaram os efeitos de performance em nível molecular. Assim, eles chegaram a uma droga conhecida como GW501516, já conhecida por promover aumento de energia e queima de gordura acelerada.

Por meio de uma série de testes com ratos em esteiras, Evans descobriu que a droga foi capaz de mudar a atividade de cerca de mil genes. Vários daqueles que se tornavam mais ativos estavam ligados ao process de queima de gordura. Por outro lado, outros foram inibidos, como alguns responsáveis por converter açúcar em energia.

O composto foi originalmente desenvolvido pela GlaxoSmithKline e uma companhia norte-americana chamada Ligand, na década de 90. Com a proposta de tratar problemas cardiovasculares e metabólicos, acabou abandonada depois que um número de estudos descobriu que altas doses poderiam causar câncer.

Apesar de desaparecer comercialmente, o composto continuou a ser estudado por cientistas. Quando testes de laboratório revelaram os efeitos em energia e performance, o mercado negro passou a negociar a droga, que fez aparição em exames de doping de atletas das Olimpíadas de 2008, em Pequim.

O professor de biologia química da Universidade de Southampton, Ali Tavassoli, declarou que qualquer forma de pílula do exercícios oferece o risco de abuso, não só por atletas. Porém, quando consumida por pessoas que possuem problemas reais que impedem os exercícios, seria possível oferecer os benefícios da atividade física.

Tavassoli, no entanto, não está convencido de que uma pílula assim possa chegar ao mercado em breve, já que é preciso entender os efeitos a longo prazo de uma droga com essa capacidade.

"Alguém com obesidade ou diabetes pode tomar uma pílula assim por 40 ou 50 anos. O que acontece quando você toma um remédio tão poderoso por tanto tempo? O que acontece com você? São questões muito grandes que precisam de respostas", explicou Tavassoli. "Eu não vejo algo assim sendo regulamentado ainda."

E você, o que acha da pílula de exercício? Será que poderemos trocar algumas horas de academia por remédios em breve? Os entusiastas da academia podem ser contra, mas não dá pra negar que as melhorias podem fazer maravilhas, não é mesmo?

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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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