7 mecanismos de defesa psicológicas que você não sabia que existiam

12/01/18 às 18h05

Todos temos nossos próprios conflitos internos, a diferença é a forma com que cada um lida com essas situações. Por exemplo, você deve conhecer pessoas de todos os jeitos, desde as mais estressadas e que explodem pelos motivos mais bobos, até aquelas que permanecem plenas mesmo em situações de risco. A questão é que cada uma faz uso de seus mecanismos de defesa de forma diferente.

Tais mecanismos são ações psicológicas acionadas como forma de proteção ao nosso ego. Sigmund Freud, o pai da psicanálise, teorizou sobre os efeitos que acontecimentos do dia a dia podem ter em nosso consciente. Segundo ele, nem tudo que nos ocorre é agradável, portanto, nosso ego pode considerar que sua integridade está em risco. Assim, inconscientemente mecanismos intrapsíquicos são colocados em prática, como forma de nos blindar em certas ocasiões. Alguns deles são:

1 - Racionalização

A racionalização é um dos mecanismos de defesa que usamos de forma mais frequente. Trata-se de uma substituição de verdades. É como se você simplesmente mudasse o ponto de vista sobre uma situação... São as famosas desculpas que costumamos usar no dia a dia. Pode ser definida como algo que "cria desculpas falsas, mas plausíveis, para justificar um comportamento ruim.

Para exemplificar, pense em dois colegas. Um deles é rico, o outro tem condições financeiras bastante inferiores. Dessa forma, o segundo acaba roubando o primeiro, justificando o ato da seguinte forma: "ele é rico, nem vai sentir falta"... É um comportamento negativo, mas ele faz parecer justificável.

2 - Deslocamento

Talvez este seja um de nossos mecanismos de defesa mais injustos e inconsequentes. Trata-se de quando desviamos/deslocamos algum sentimento (normalmente a raiva) para um alvo diferente daquele de origem. Por exemplo, você discutiu com seu (a) namorado (a) e está com os nervos à flor da pele. Mas ao invés de extravasar seus sentimentos com ele (a), chega em casa e desconta tudo em sua mãe, por exemplo.

3 - Regressão

Aqui, podemos encará-la como uma "reversão para padrões comportamentais imaturos". Trata-se de quando alguém volta a ter comportamentos infantis, por exemplo, em determinada ocasião. O adolescente pode ser usado como um exemplo bem simples. Quando seus pais não permitem que ele faça uma viagem ou vá a uma festa, então ele começa a chorar e gritar como se não fosse capaz de compreender a situação.

4 - Identificação

A identificação é um de nossos mecanismos de defesa capaz de nos ajudar a esquecer os problemas. Pode ser caracterizado como a busca de elevação da auto-estima, por meio de uma aliança imaginária ou real com determinada pessoa ou grupo social. Dessa forma, enquanto nos relacionamos, tendemos a assumir algumas características de outra pessoa. Por exemplo, quando você passa um longo período com alguém que tenha o sotaque diferente do seu, é comum que depois de algum tempo você agregue algumas expressões dessa pessoa em seu vocabulário.

5 - Projeção

O nome de tal mecanismo fala por si só. Trata-se de quando projetamos nossas próprias emoções ou pensamentos em outra pessoa. É comum que aconteça quando desenvolvemos comportamentos agressivos, nos levando a um sentimento de culpa. Dessa forma, é possível que você acuse outra pessoa de ser grossa ou muito estressada, enquanto na verdade, é você que está agindo de tal forma.

6 - Negação

É um de nossos mecanismos de defesa que faz com que a realidade seja negada em determinadas situações. É como se você simplesmente bloqueasse, de forma inconsciente, alguns eventos que são claros para o resto do mundo. Para exemplificar podemos usar um fumante. Imagine que este fumante em específico, negue o tabagismo faz mal para a saúde... Embora existam pesquisas das mais variadas espécies que confirmem isso, ele decide negar como se tivesse autoridade no assunto.

7 - Formação de reação

Este é, sem dúvida, um de nossos mecanismos de defesa mais estranhos. Nesse caso, nossos impulsos internos são reprimidos e externalizados de forma completamente contrária, ou seja... Trata-se de quando nos comportamos de forma contrária ao que realmente estamos sentindo. Por exemplo, você está extremamente chateado com alguém, mas finge que tudo está normal e continua a falar com aquela pessoa como se nada tivesse acontecido, mesmo que por dentro, não suporte aquela situação.

E então pessoal, o que acharam? Já conheciam algum desses mecanismo de defesa que temos? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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