7 fotografias que vão perturbar seu cérebro e se fixar na sua memória

08/09/17 às 23h11

A fotografia é um documento poderoso capaz de proteger histórias, passar uma mensagem importante, fazer denúncias, impactar as pessoas, despertar sentimentos e sensações que a imagem pretende transmitir. Em algumas culturas a fotografia é considerada um instrumento capaz de tirar um fragmento de nossas almas. De alguma maneira, a hipótese faz sentido. O poder de uma fotografia é tão intenso que a sensação é de estarmos olhando para a alma das pessoas retratadas, ou do momento e do ambiente em questão, e o que ele significa, qual a história por traz de cada imagem.

Nem sempre as fotografias registram a felicidade e a beleza. Muitas vezes o serviço social da fotografia é mostrar a dor, a realidade: crua e nua. Se não há uma história, um significado, a imagem se torna banal, comum, e esqueceríamos rapidamente de suas impressões.

Somente um bom fotografo consegue captar a essência de um instante. E se a história for poderosa, ela se fixará na memória popular, preservando a História e os personagens da narrativa.

Aqui vai uma lista de fotografias poderosas, intensamente perturbadoras, que provavelmente você não esquecerá tão cedo. Confira:

1 - O adeus de Omayra

Omayra Sanchez tinha apenas 13 anos quando tiraram o seu último retrato. A menina ficou presa por entulhos de um deslizamento causado pela erupção de um vulcão na Colômbia, em 1985. Os funcionários da Cruz Vermelha alertaram várias vezes ao governo colombiano sobre a necessidade de se conseguir uma bomba para baixar o nível da água e resgatar a criança. O governo omisso não respondeu a tempo. Os socorristas ficaram ao lado de Omayra confortando-a até o seu último suspiro, que morreu 60 horas depois de ficar presa. A imagem percorreu o mundo devido ao sofrimento intenso e a escuridão dos olhos de Omayra, que se despia do mundo em uma fotografia.

2 - A loucura da guerra

Essa é a imagem de um soldado da Primeira Guerra Mundial. O sorriso fora de hora, em um ambiente tão hostil e perturbador quanto uma trincheira tem uma explicação plausível. O soldado da fotografia estava sofrendo de estresse pós-traumático, um sintoma comum apresentado pela maioria dos soldados durante (e após) a experiência nos campos de batalha. Os pesadelos frequentes, as lembranças terríveis, as sequelas da guerra, tudo isso pode levar um soldado à loucura.

3 - Horror racista

O período de segregação racial nos Estados Unidos marcou o país de crimes hediondos, mesmo após a liberdade dos negros da condição de escravos. O sul americano, mais radical que o norte e a favor da escravidão, registrou cenas lamentáveis como essa da imagem acima. Negros eram torturados e mortos pelo público que acompanhava o sofrimento dos homens de perto. O motivo para a punição poderia ser um olhar para uma mulher branca na rua, ou qualquer outro motivo torpe que considerassem justo.

4 - Uma criança inocente

Essa criança ainda não tem idade o suficiente para saber o peso da roupa que carrega. Isso porque o chapéu pontudo e as vestes brancas pertencem ao grupo racista Ku Klux Klan, conhecido pela violência e o discurso segregacionista. A imagem é extremamente poderosa: o bebê toca o escudo policial enquanto observa a imagem de seu próprio reflexo. Os policiais, por sua vez, negros, observam a inocência de uma criança que não sabe o que acontece a sua volta.

5 - Tortura animal

Mais de duas dúzias de cacatuas foram descobertas sendo transportas para a Indonésia por traficantes de animais. Cada uma pode ser vendida por até US$ 1.000 dólares. A maioria delas morrem antes de chegar ao seu destino. A imagem de fato incomoda e perturba: espremer um animal dentro de um objeto tão aperto e sufocante é terrível. Note o suor das penas do pássaro agarrada ao plástico. Essa é só uma, entre muitas imagens lamentáveis que envolvem o mercado negro do tráfico de animais.

6 - Post Mordem

O Dia dos Mortos na Indonésia é comemorado de uma maneira um tanto quanto perturbadora para a cultura ocidental. No entanto, para eles, esse é o dia mais importante de suas vidas: quando seus antepassados podem ser honrados de maneira apropriada. A celebração consiste em retirar os corpos de seus familiares mortos do caixão. Os cadáveres são lavados, vestidos com roupas e acessórios da moda, além de serem postos de pé, para poderem apreciar melhor a festa. Esse é um ritual antigo praticado pelos Torajas, um grupo étnico que vive nas montanhas do sul de Sulawesi.

7 - A fé que mata

Essa imagem é talvez, uma das mais perturbadores. O que se vê são corpos de integrantes da seita religiosa "Templo dos Povos" liderada pelo americano Jim Jones, na Guiana. Mais de 900 pessoas foram induzidas ao suicídio pelo líder da seita, que morreram pela ingestão de cianeto. Cerca de 300 crianças estavam entre os falecidos. A ação foi um movimento de defesa de Jim Jones que estava sendo procurado por assassinar um deputado americano após a visita do congressista à comunidade, que recebia críticas da mídia e da população que observava o culto com olhar reprovador.

O que você achou dessas fotografias? Elas por si só causam um impacto profundo, mas suas histórias a preenchem com um significado ainda mais sinistro e perturbador. Não esqueça de deixar o seu comentário e aproveite também para compartilhar a matéria com seus amigos.

Ana Luiza Andrade
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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