7 animais com as vidas mais difíceis do mundo

04/01/19 às 18h10

De forma geral, apesar de nosso costumeiro hábito de reclamarmos de quase tudo, as coisas até funcionam bem para nós. A evolução nos possibilitou nos destacarmos em meio a natureza e conseguir um lugar de privilégio. Enquanto isso, milhares de outras espécies de animais estão espalhados mundo afora, tentando garantir a sobrevivência de sua espécie.

Aparentemente, algumas dessas espécies parecem sofrer mais do que as outras. Na verdade, alguns deles, desde seu nascimento, iniciam uma verdadeira batalha pela sobrevivência. Pensando nisso, listamos alguns animais cujas vidas não são nada fáceis e que acabam sendo desafiados pela morte todos os dias. Confira!

1 - Coalas

A evolução tornou os coalas um dos seres mais adoráveis da natureza. No entanto, não os ajudou muito no que tange a sua alimentação. Basicamente, a única coisa que eles podem comer é "ruim" para eles de diversas formas. O eucalipto de que se alimentam pode ser venenoso além de oferecer muito pouca nutrição. Mas, desde que eles tenham muito e possam comê-lo a seu tempo, os coalas podem fazer isso funcionar.

Seus dentes precisam estar bem afiados para que eles possam esmagar as duras folhas do eucalipto para obter os nutrientes. Entretanto, quando jovens, seus dentes podem não estar bem desenvolvidos e a mastigação constante com o passar do tempo vai desgastando os mesmos. Quando mais velhos, com os dentes já desgastados, é muito provável que morram de fome.

Os coalas ainda enfrentam outro problema e muitas vezes, nem mesmo chegam a envelhecer. Isso devido a Clamídia com a qual praticamente todos eles acabam se infectando ao longo de suas vidas.

2 - Furões

Devido a como seu organismo funciona, as fêmeas de furões precisam ter relações sexuais sempre que entram no período de acasalamento ou elas podem literalmente morrer. Seus órgãos genitais vão inchar e, se ficar assim por muito tempo, uma infecção pode acontecer e levá-las à morte.

A pior condição para estes animais é uma doença chamada anemia aplástica, que é uma "supressão hormonal da medula óssea". O que já é o suficiente para matar o furão.

3 - Hienas

Em muitas espécies do reino animal, os machos são os líderes. Mas, no universo das hienas, a fêmea, repleta de testosterona, é quem fica no comando. No entanto, isso só torna a sua vida mais difícil. Toda a testosterona extra significa um verdadeiro pesadelo no que tange a sua reprodução. Seus ovários são danificados pelo hormônio, o que dificulta a gravidez.

A anatomia da hiena fêmea também é afetada pela testosterona, fazendo com que seu clitóris possa medir cerca de 17 cm de comprimento. Assim, o macho deve fazer malabarismos para poder fecundá-la. Uma vez grávidas, os riscos só aumentam, quando elas precisam dar à luz a até dois filhotes, o que pode acabar levando a sérios danos a seus corpos.

4 - Cavalos marinhos

Em uma população sob condições normais, um único casal de cavalos marinhos irá dar à luz a milhares de bebês de uma única vez. Porém, apenas dois deles chegarão à vida adulta. Por não terem evoluído estômagos, tudo que ingerem passa diretamente por seu sistema digestivo e eles precisam comer constantemente para obter nutrientes.

Um cavalo marinho bebê precisa comer cerca de 3 mil pedaços de comida por dia, para se ter uma ideia. Por nadarem muito devagar, a comida precisa ser abundante a todo momento. E mesmo depois de adultos, as coisas não ficam mais fáceis. Isso porque além das condições comuns, eles ainda precisam sobreviver aos predadores e à ação do homem que estão destruindo seus habitats como os recifes de corais.

5 - Ganso-de-faces-brancas

Para proteger seu ovos de raposas, as fêmeas de gansos-de-faces-brancas se aninham em rochas, a centenas de metros de altura. O problema é que, quando os ovos eclodem, os bebês gansos ainda não conseguem voar e precisam descer. Então, eles saltam de lá. Caso eles não o façam, os gansinhos podem morrer de inanição. Mesmo aqueles que conseguem pousar com vida ainda precisam enfrentar a ameaça das raposas.

6 - Aranhas-joaninha

As aranhas-joaninha vivem em grandes bandos, em ninhos que abrigam centenas delas. Elas trabalham como as formigas, de forma coletiva. Desde a captura de presas à defesa de seu ninho. Elas compartilham até mesmo as responsabilidades dos pais. E essas responsabilidades incluem se oferecerem como um lanche.

Normalmente, as mamães regurgitam comida para seus filhos. Entretanto, apenas 40% das aranhas acabam se acasalando e assim, as outras aranhas precisam contribuir para alimentar os filhotes que não são delas. Ou seja, se oferecer para alimentar os bebês. Nos áridos lugares em que elas vivem, o canibalismo pode se fazer necessário para a sobrevivência da espécie.

7 - Diabo-da-tasmânia

Uma fêmea desta espécie pode dar à luz a cerca de 50 bebês. No entanto, a natureza tornou impossível que eles possam viver por muito tempo. Desde o segundo em que nascem, eles começam uma luta pela sobrevivência. Imagine 50 bebês disputando apenas 4 lugares no corpo de sua mamãe para mamarem. Dessa forma, os outros 46 irão morrer. Para os 4 que sobreviveram, eles ainda precisam sobrevier aos próximos 100 dias, quando ainda são pequenos demais para se defenderem.

Quando crescem, além dos predadores, muitos ainda têm que lidar com uma doença horrível que ataca sua espécie. Uma espécie de câncer facial que cresce em torno da boca e de suas cabeças.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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