10 fatos que você não conhecia sobre o Projeto MK ULTRA

11/07/18 às 16h16

A CIA é uma mina de ouro para os teóricos da conspiração. Essa agência de inteligência dos Estados Unidos é a fonte da maioria das teorias da conspiração que acabam sendo verdadeiras. Embora algumas dessas conspirações sejam pura especulação, outras são muito reais e bem documentadas.

Entre os diversos casos que se popularizaram na internet está um projeto com pouco mérito científico e preocupações éticas significativas. Este projeto se chamava Projeto MK ULTRA.

O projeto MK ULTRA foi o codinome de uma série de investigações sobre substâncias, técnicas e procedimentos médicos que distorcem a mente. O objetivo era desenvolver substâncias para controlar a mente de outras pessoas. Além disso, eles também buscavam desenvolver substâncias químicas e métodos de tortura, desorientação e espionagem.

Confira a seguir alguns fatos sobre este polêmico projeto:

1 - Quando começou

Os experimentos começaram em 1953 e foram lentamente reduzidos ao longo dos próximos 20 anos, antes de serem interrompidos em 1973.

2 - Drogas

Uma variedade de experimentos foram realizados para entender os efeitos de drogas poderosas. Estes foram feitos frequentemente em conjunto com hospitais e universidades, que afirmaram depois que não foram informados sobre qual era o objetivo da experimentação.

Pelo menos 86 "universidades ou instituições" estavam envolvidas na aquisição de cobaias e na administração dos experimentos.

3 - Operação "Clímax da Meia-Noite"

Em um conjunto de experimentos, apropriadamente chamado de Operação "Clímax da Meia-Noite", prostitutas contratadas pela CIA atrairiam clientes até um esconderijo, onde eles os drogariam com LSD.

O efeito que a droga teria sobre a vítima seria observado por agentes de inteligência e devidamente registrados.

4 - LSD

Os agentes da CIA também tinham o hábito de drogar-se mutuamente tanto no trabalho quanto nos retiros de fim de semana. As viagens aleatórias com LSD chegaram a se tornaram um risco para o local de trabalho. Pelo menos uma morte aconteceu quando um indivíduo desenvolveu comportamentos psicóticos severos depois de ser drogado.

Embora essa morte seja frequentemente considerada um suicídio ou um acidente, a possibilidade de que tenha sido um homicídio é frequentemente levantada.

5 - Outros experimentos

Outros experimentos também foram realizados com privação sensorial, hipnose, abuso psicológico, MDMA, sálvia, psilocibina e a mistura de barbitúricos com anfetaminas.

6 - As cobaias

Os grupos de cobaias incluíam estudantes voluntários, pacientes em hospitais psiquiátricos, prisioneiros, viciados em drogas e agentes da CIA.

7 - Poucas coisas funcionaram

Enquanto algumas das drogas tornaram as pessoas mais sugestionáveis ??ou flexíveis, nenhuma dessas substâncias eram 'soros da verdade' ou confiáveis ??instrumentos de tortura para a CIA.

8 - Popularização do LSD

A contracultura recebeu acesso ao LSD através dos experimentos e eles passaram a correr na direção oposta. John Lennon chegou a ridicularizar a CIA em uma entrevista, dizendo: "Devemos sempre agradecer à CIA e ao Exército dos EUA pelo LSD. Isso é o que as pessoas esquecem. Eles inventaram o LSD para controlar as pessoas e o que eles fizeram nos deu liberdade".

9 - Tentaram ocultar o projeto

Em 1973, o então diretor da CIA, Richard Helms, ordenou que todos os documentos relativos à MK Ultra fossem destruídos. No entanto, 20.000 páginas de documentos foram arquivadas incorretamente e sobreviveram à limpeza. Em 1977, o Congresso organizou um Comitê e examinou os registros.

Como resultado das descobertas, os presidentes Ford, Carter e Reagan emitiram ordens proibindo qualquer experimentação humana futura sem o consentimento de agências governamentais.

10 - A ilegalidade do projeto

O projeto violou os códigos de Nuremberg, aceitos pelos Estados Unidos após os julgamentos de criminosos de guerra nazistas que administravam drogas em pessoas sem consentimento informado.

Pelo menos duas pessoas, Frank Olson e Harold Blauer, morreram como resultado de terem sido drogados sem o seu conhecimento. A verdadeira extensão do dano psicológico e do número de mortos é impossível de saber, já que os registros foram quase todos queimados.

Rafael Miranda
Criando forças para segurar o forninho de cada dia. Instagram: @rafaelmiranda17
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