Qual o cheiro de corpos em decomposição?

19/06/17 às 15h28

Você já parou para pensar qual é o cheiro dos corpos quando estão em processo de decomposição? Não? Mas cientistas fizeram isso e conseguiram identificar o "cheiro" da morte. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Louvain, na Bélgica, e publicada na revista PLoS ONE.

O estudo conseguiu identificar mais de 400 compostos orgânicos diferentes que são emitidos quando uma pessoa morre. Com essa descoberta, cientistas acreditam que, no futuro, vai ser possível ajudar a encontrar corpos em processo de decomposição. Além disso, máquinas podem ser desenvolvidas para fazer o mesmo trabalho dos cães durante operações de resgate. "A mistura destes compostos poderá ser usada, no futuro, para dar um treinamento mais específico para cães farejadores", disse uma das pesquisadores, a química Eva Cuypers.

Para conseguir alcançar tal descoberta, cientistas fizeram uma pesquisa durante seis meses utilizando 6 cadáveres humanos e 26 restos animais, como aves, porcos, coelhos e tartarugas.Utilizaram amostras de tecidos e órgãos para análise. Esses materiais foram deixados em um recipiente fechado que possibilitava a entrada de um pouco de ar. Periodicamente os pesquisadores retiravam amostras dos gases que eram deixados dentro dos potes.

Os resultados finais mostraram que o nosso corpo após entrar em processo de decomposição, emite uma mistura química única, a qual eles chamaram de "cheiro corporal", que é constituído por 452 compostos orgânicos, sendo que oito compostos apareciam em restos de porcos e humanos, e cinco ésteres, um grande componente de gordura animal, separaram os porcos dos humanos.

Segundo os cientistas, novas pesquisas ainda devem ser realizadas, já que esse estudo foi feito baseado em análises químicas de laboratório. "O próximo passo é saber qual a possibilidade de encontrar os mesmos compostos em corpos enterrados e que estão apodrecendo no chão. E também ver se cães treinados podem responder à busca de compostos que são específicos para corpos humanos em decomposição", disse Eva.

No entanto, os pesquisadores ainda acreditam que a descoberta é importante, já que até então, nenhum outro estudo relacionado havia sido feito. "Até agora não havia nenhum estudo baseado no monitoramento de cadáveres humanos e de porcos sob exatamente as mesmas condições", afirmou o químico da Universidade de Chipre, em Nicosia, na Grécia, Agapios Agapiou.

E aí, o que você achou dessa descoberta? Deixe o seu comentário abaixo.

Géssica Veloso
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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