7 pessoas que foram condenadas injustamente por crimes terríveis

27/04/17 às 18h36

Ser acusado de uma coisa que você não fez é algo realmente incômodo e frustrante. Quando as pessoas fazem isso e condenam alguém a uma vida ou uma temporada na prisão, os resultados podem ser ainda mais devastadores.

Não há nada tão injusto como a polícia te condenar por algo que você não fez, com base em denúncias confusas ou indícios vazios. Histórias assim acontecem com frequência, com pessoas inocentes indo parar atrás das grades por homicídios, estupros, roubos e outros crimes que não cometeram. Em alguns casos, o terror psicológico é tão grande que as próprias pessoas confessam os crimes, mesmo sem participação nele.

Aqui estão as histórias de algumas pessoas que passaram anos de suas vidas na cadeia, mesmo que não fossem responsáveis por nenhum ato ilegal que as colocaram atrás das grades.

1 - Acusado em três julgamentos mesmo que DNA mostrasse que ele não era o assassino

No fim do verão de 1992, Holly Stalker, de apenas 11 anos, estava cuidando de duas crianças mais novas em Illinois. Tudo ficou muito mais assustador quando alguém invadiu a casa, estuprou e assassinou a menina. Na época, uma denúncia anônima apontou Juan Rivera, de 19 anos, como principal suspeito. Juan tinha necessidades especiais e, depois de quatro dias de interrogatório, assinou uma confissão. Ele foi condenado a passar a vida na prisão, mas em 2005, um teste de DNA mostrou que ele não tinha nenhuma ligação com o crime. Num novo julgamento, ele acabou sendo condenado mais uma vez e somente em 2012, depois de passar 20 anos na cadeia, ele acabou solto.

2 - Filha acusa pai de violência sexual porque queria que ele fosse embora

Acusar alguém de um falso crime já é algo terrível, mas quando uma filha faz isso com o próprio pai, é quase inacreditável. Em 2011, Cassandra Ann Kennedy, de apenas 11 anos, disse à polícia que seu pai, Thomas Kennedy, tinha abusado sexualmente dela. Thomas e a mãe da garota estavam divorciados há 10 anos, na época, e a menina passava alguns fins de semana com o pai. Ela declarou que havia sido estuprada ao menos três vezes e o pai foi condenado a 15 anos de prisão quando a perícia encontrou danos na vagina da garota.

Em 2012, a garota revelou que havia mentido e que as marcas em sua vagina eram resultados de relações sexuais que ela mantinha desde os 7 anos com um garoto de sua classe. A decisão de condenar o pai veio por conta de seus hábitos de beber e usar drogas, que fizeram com que ela quisesse que ele fosse embora de sua vida.

3 - Quatro vítimas identificaram um homem como estuprador, mas o DNA provou o contrário

Thomas Haynesworth ficou numa cela de prisão por 27 anos antes de ser liberado. Por quase três décadas, ele declarou sua inocência, mas ninguém acreditou nele. Em 1984, quatro mulheres foram vítimas de estupro numa mesma região. Thomas tinha apenas 18 anos, vivia por ali e batia com a descrição do principal suspeito. Uma das vítimas apontou o homem como responsável pelo crime e outras três acabaram seguindo o ato e condenaram Thomas. Ele recebeu uma pena de 74 anos na cadeia, mas os estupros não pararam. Por esses crimes, Leon Davis foi julgado e acusado, porém Thomas continuou apontado como responsável pelos primeiros casos. Mais tarde, testes de DNA mostraram que Davis também era o estuprador nos primeiros casos e Thomas foi liberado, em 2011.

4 - Homem morre na prisão depois de ser acusado por um estupro que não cometeu

De acordo com o relato que fez à polícia, Michele Mallin estava num estacionamento em 1985 quando um homem negro se aproximou de seu carro e pediu alguns cabos para resolver problemas em seu próprio carro. Depois que ela revelou que não tinha nada, ele abriu a porta do carro e a violentou sexualmente. Durante o ataque, Tim Cole tinha 26 anos e estava na casa de seu irmão.

Duas semanas depois do crime, ele estava numa pizzaria quando se encontrou com um oficial de polícia que tirou uma foto dele e o apontou como suspeito do caso. Dentro de várias fotos, a vítima escolhei a imagem de Tim, que foi condenado a 25 anos de prisão. Ele cumpriu 23 deles e acabou morrendo na cadeia. Depois, evidências de DNA mostraram que o crime tinha sido cometido por um homem chamado Jerry Wayne Johnson, que não foi condenado.

5 - Homem passa nove meses no corredor da morte acusado de matar os pais

Quando Gary Gauger descobriu que seu pai de 75 anos havia morrido dentro de casa, em 1993, ele ficou devastado e chamou a polícia, que chegou no local e viu que a mãe dele, de 70 anos, também estava morta. Gary declarou que estava dormindo e não tinha ideia o que estava acontecendo, mas foi interrogado por 21 horas. A polícia declarou que havia roupas com manchas de sangue no quarto dele e que, provavelmente, ele estava bêbado demais quando cometeu o crime, o que teria apagado a memória.

O homem acabou confessando o crime, mesmo que não houvessem outras evidências contra ele. Por conta disso, foi condenado e passou dois anos na prisão, antes de ser mandado para o corredor da morte. Em 2002, ele foi perdoado pela Justiça depois que membros de uma gangue de motocicletas confessaram o crime.

6 - Pai confessa homicídio de filho recém-nascido

Em 2008, Adrian Thomas e sua mulher encontraram o filho de apenas quatro meses sem reações dentro do berço. Quando ele foi levado para o hospital, os médicos disseram que provavelmente ele teria morrido de choque séptico, problema resultado de uma infecção que se alastra pelo corpo rapidamente. Quando outro médico contou à polícia que o bebê tinha uma fratura no crânio, o pai do menino foi levado para dez horas de interrogatório.

Ali eles disseram que se o pai contasse a verdade, o filho iria ser salvo, mesmo que o menino já estivesse morto. A polícia mostrou que o garoto também tinha ferimentos resultado de abuso e Adrian acabou confessando que havia pressionado o corpo do bebê contra o colchão. Ele passou seis anos na prisão até que recebeu um novo julgamento, em que especialistas provaram que o bebê havia morrido por conta de uma infecção por bactérias.

7 - Ele passou nove anos na prisão por um crime que ele não cometeu

Quando Davontae Satanfor foi libertado da prisão, em 2016, foi a primeira vez que ele esteve longe das grades desde sua adolescência. Em 2007, a polícia se deparou com uma cena criminosa brutal em que quatro pessoas haviam sido assassinadas. Quando chegaram no lugar, encontraram o adolescente de 14 anos, cego de um olho, de pijamas do lado de fora da casa.

A polícia o levou como suspeito e testemunha e o interrogou por dois dias, até que ele confessou o crime. Quase uma década depois a polícia descobriu que o responsável era um outro homem, que já estava cumprindo pena por outros crimes. Ele confirmou que era o autor dos homicídios e que não conhecia o garoto.

 

São casos tão estranhos que mal dá pra acreditar, não é mesmo? Qual deles você achou mais bizarro?

Via   The Richest  
PH Mota
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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