7 mistérios que a Antártida ainda esconde

12/07/17 às 20h06

A Antártida, também denominada no Brasil por Antártica,(ver questão do nome) é o mais meridional dos continentes e um dos maiores, com uma superfície de catorze milhões de quilômetros quadrados. Rodeia o polo Sul, e por esse motivo está quase completamente coberta por enormes geleiras (glaciares), exceção feita a algumas zonas de elevado aclive nas cadeias montanhosas e à extremidade norte da península Antártica.

Bom, como o continente é completamente coberto por gelo, muita coisa pode estar escondida em baixo de toda aquela água congelada, e muitos mistérios podem existir. Tendo em mente que pouca gente conhece os mistérios da Antártida, nós separamos os 7 mistérios que a Antártida ainda esconde, confiram:

1 - O que pode estar escondido no gelo

Em cima da superfície da Antártida (que ocupa uma área superior a 14 milhões de quilômetros quadrados), tem uma camada de gelo que chega a ter 4 quilômetros de espessura em alguns pontos.Isso faz com que lá esteja armazenado 70% da água na salgada da Terra. A profundidade da camada foi descoberta por meios tanto rudimentares (explosões com dinamite para saber a altura do gelo) quanto modernos (sistemas de radares). Para vocês terem uma ideia, já foi descoberto um complexo conjunto de lagos que influenciam na direção em que se movimentam as calotas polares.

2 - O que existe abaixo da camada do gelo

Em baixo da espessa camada na Antártida, se esconde a Cordilheira de Gamburtesev. Exploradores soviéticos descobriram ainda nos anos 50 uma cadeia de montanhas comparáveis ao tamanho dos Alpes, na Europa. Porém, infelizmente, a cordilheira está em baixo do gelo.

Mas a existência dessa tal cordilheira é algo que ainda é discutido, pois até pouco tempo, estima-se que ela teria quase um bilhão de anos, o que é impressionante do ponto de vista geológico, já que quase nenhuma cadeia de montanhas dura tanto tempo assim. Outras pesquisas recentes apontam que a tal cordilheira é ais jovem, com cerca de 100 a 200 milhões de anos.

3 - A vida em volta do continente

A vida marinha que existe no oceano que circunda a Antártida é completamente diferente de qualquer outro mar do planeta, e alguns animais que lá habitam, só são encontrados lá, e outros animais comuns em todos os oceanos não são encontrados na Antártida.

Para sobreviver em águas de temperaturas tão baixas, o corpo de alguns animais produz uma espécie de substância anticongelante, e essa é apenas uma de várias adaptações nos organismos existentes nesses mares, o maioria os cientistas não conhecem muito bem.

4 - Lagos subglaciais

Quando o calor no núcleo da Terra derrete a parte mais baixa da camada de gelo da Antártida, é criado fenômenos naturais chamados lagos subglaciais. Esse ecossistema é quase completamente desconhecido pela humanidade, e segundo alguns especialistas, esses lagos podem abrigar formas de vida nunca vistas por um humano. E é por isso que duas estações de pesquisa, uma russa e outra britânica, foram instaladas no meio do continente. As duas estações preparam projetos para coletar amostras da água desses lagos, o que deve acontecer em breve.

5 - As formas de vida no gelo

O gelo da Antártida pode ser berço, conforme estimam os pesquisadores, de uma ampla variedade de microorganismos. Já se sabe que existem bactérias na superfície do continente, mas elas estão alojadas em pequenos depósitos de água que oferecem nutrientes. Amostras de gelo com 420 mil anos de idade, tiradas de profundidades superiores a 2 km, foram analisadas em laboratório por cientistas americanos. Descobriu-se que ali havia bactérias ainda vivas, o que impressionou os pesquisadores.

Mas será que existem realmente ecossistemas complexos vivendo nessa camada ou essas bactérias isoladas foram apenas conservadas pela temperatura baixa? Essa é uma boa pergunta que ainda não temos a resposta.

6 - Até que ponto o gelo está derretendo

Pesquisadores tem entrando em comum acordo quando falam se o derretimento do gelo na Antártida afeta realmente o nível os oceanos da Terra. Robert Bindschadlers, um cientista americano, explica que boa parte da base da superfície de gelo fica abaixo do nível do mar, e nem tudo fica em Terra firme. Segundo ele, isso faz com que as calotas polares se tornem vulneráveis.

A interação dentre o gelo e o oceano que o circunda tem sido estudada por muitos especialistas da área, e dizem que existe muitos fatores perigosos. O aumento do nível do mar é consequência direta do enfraquecimento das geleiras, que depositam quantidades enormes de água no mar. Se todo o gelo da porção ocidental da Antártida derretesse, cientistas estimam que o nível do mar da Terra subiria em cerca de 5 metros.

7 - O iceberg de um trilhão de toneladas no oceano que acabou de se soltar da Antártida

Um iceberg com metade do tamanho da jamaica se soltou da plataforma de gelo Larsen C. O iceberg é chamado de A68, tem 5.800 quilômetros quadrados. Mas o que acontece agora que é um grande mistério. A separação foi confirmada pelo instrumento de satélite Aqua MODIS, da NASA, e pela missão Copernic-Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Mas e agora, o que acontece?  O evento de separação em si não teria sido dramático para um observador, já que o iceberg tremendamente pesado agora será lentamente para o norte no Mar de Weddell. O A68 tem o dobro do volume de água do Lago Erie, mas não contribuirá para o aumento do nível do mar porque já está deslocando uma enorme quantidade de água do mar.

O iceberg foi reduzido em mais de 12%, e a complexidade da Península Antártica foi alterada, talvez para sempre. O resto da plataforma de gelo deve crescer nos próximos anos, porém, segundo uma pesquisa da Universidade de Swansea, a região agora é mais precária e menos estável. Pode ser que o iceberg siga os passos da sua vizinham a Larsen B, que entrou em colapso depois de um acontecimento parecido, ainda em 2002.

E aí, já conheciam todos esses mistérios da Antártida? Comentem!

Mateus Graff
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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